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Ideia Verde

Queremos compartilhar ideias para um planeta saudável.  Venha compartilhas as suas preocupações e as suas sugestões no nosso forum.

 

 

Férias verdes na quinta bio

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Foram realmente umas férias relaxantes e revigorantes, e bastou apenas uma semana para ficar com o gostinho de viver mais perto das nossas origens - sendo ao mesmo tempo voluntários e hóspedes neste sitío fantástico, literalmente no Vale do Mondêgo, no Parque Natural da Serra da Estrela.

 

Se você quiser participar, basta ir até www.wwoof.org ou www.wwoofportugal.org. O WWOOF é um programa de intercâmbio: Em troca de ajuda voluntária, as quintas oferecem comida, alojamento e a oportunidade de conhecer e participar em estilos de vida mais naturais.

As associações WWOOF fazem a ligação entre as pessoas que querem ser voluntárias em quintas de agricultura biológica ou em pequenas propriedades que estão à procura da ajuda de voluntários.

Ser associado permite aceder às informações de contacto das quintas,  para se poder combinar a estadia.

 

Deixe-se convencer pelas nossas fotos! Clique numa foto para ver o slideshow.

 

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Pevides de Abobora e o Conhecimento Local!

Comunidade Verde - Ideia Verde

Um dia  no mes de Junho estava na frutaria da minha rua a procura de abóbora e a senhora começou a explicar-me que nessa altura já não havia abóbora. Tínhamos que esperar até o verão passar para começar a receber a abóbora “nova”.  A conversa acabou com o tema de pevides de abóbora, já que também andava a procura destas para tostar e pôr numa salada de cous-cous.

A senhora, que vem originalmente duma aldeiazinha mas que vive em Lisboa há varias décadas, passou a me ensinar como se faziam as pevides na sua terra:

Era questão de retirar as pevides do interior da abóbora, lavar e retirar a polpa primeiro, e por fim, deixar secar em papel de jornal durante 3 dias. Quando secos, na aldeia tanto crianças como adultos comiam as pevides retirando primeira a casca branca de fora entre os dentes. 

17Como bem sabem, na cidade nós compramos pevides em saquinhos de 200 gramas, e se calhar, nem nos lembramos que saem do interior dum vegetal. No meu buffet, até já me perguntaram o que eram, e antes de prova-los, outros já tinham feito comentários derisórios quando os vieram no menu.  Mas a verdade, é que quem provou, adorou, e uma senhora grávida cliente do buffet, começou ela mesma a compra-los (só tive que lhe lembrar que tostavam-se antes de comer, para liberarem esse sabor único, um toque mágico a qualquer salada, a qualquer muesli, ou inclusive a um wok de legumes salteados, e o melhor: misturados em qualquer puré, sobretudo puré de batata doce com cebola caramelizada).

Quanto ao valor nutritivo, vou-lhes confessar que mais uma vez foi a senhora dona da loja que me ensinou que as pevides de abóbora fazem muito bem ao cérebro da mulher (até ficamos mais inteligentes!) e que beneficiam a prostata do homem! Lembrei-me dum artigo numa revista da África do Sul, no qual se falava sobre frutos secos, e como não, alem de confirmar o alto valor de proteína, ferro, zinc, e fósforo desta deliciosa semente, a revista também fazia referencia ao facto de se “saber” que a pevide fosse fonte de potencia masculina. (Food&Home Entertaining, Maio 2004: “they have been known tobe a natural boost for male potency.”)


Vou-lhe falar agora sobre um factor fundamental no nosso dia-a-dia, mas que nas cidades vamos perdendo cada vez mais. Falo sobre o conhecimento local.

O que é o conhecimento local? Cada local tem as suas características e as suas tradições e são estas que moldam o conhecimento local, uma serie de dicas e informações que são de origem colectiva por natureza.

 

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Eu quero ser "ecotariana"!

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2578712585_dae4c0fb9cEu não sou plenamente “vegetariana”, nem simplesmente “macrobiótica”, eu sou “ecotariana”! Penso no meio ambiente porque não me esqueço que dia a dia temos que contribuir com a preservação ambiental. E porque considero-me “ecotariana”? (a palavra não foi inventada por mim – é um movimento global)

1.    Consumo dê preferência os ingredientes de região onde vivo para ajudar a reduzir os custos de transporte. Gosto de sentir que apoio as quintas e agricultores da zona onde vivo. Em geral, esses produtos não exigem grande transporte, reduzindo assim os gastos com combustível e a emissão de poluição. Consumir alimentos da estação além de ser mais económico, é mais saudável e seguro pois possuem menos tóxicos usados para conservar o alimento.


2.    Aprendo a reciclar as sobras de alimentos depois de ter preparado uma ementa: das lentilhas faço rissóis ou bolinhos, do feijão, faço sopa etc.

3.    Não me preocupo com a aparência dos alimentos, porque sei que  supermercados só aceitam legumes e frutas que enquadrem no patrão de forma perfeita. É rejeitada mercadoria porque o aspecto não é bonito.

Nas feiras, compro alimentos porque vem da região e são frescos, e não por serem da forma mais “paralela” possível. No caso da limpeza dos alimentos, esta reduz seu tempo de vida e pode contaminá-los com produtos tóxicos. Qualquer legume ou batata com um pouco de terra dura mais.

4.    E como não, evite mercadorias com muitas embalagens, como é no caso de grandes superfícies, onde vem-se filas de produtos frescos embalados. Não gosto das perdas causadas pela manipulação dos alimentos e não gosto do uso de plástico.

5.    Alem disto, não compro alimentos em excesso, mas tento de levar a cãs somente o necessário para consumo imediato ou rápido, já que alimentos mantidos por muito tempo na geladeira não tem a mesma qualidade e vitalidade.

6.    Tento comprar produtos orgânicos, por exemplo na feira biológica em frente de casa porque são frutas e verduras cultivadas próximos do lugar onde vivo (menos emissões de CO2 com transporte) e em comunidades sustentáveis.

7.    Prefiro produtos da estação e consumo verduras, legumes e frutas da estação. Observo a época mais adequada para se comprar as frutas, de acordo com as estações do ano.