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Pevides de abóbora
Um dia no mês de Junho estava na frutaria da minha rua à procura de abóbora e a senhora começou a explicar-me que nessa altura já não havia abóbora. Tínhamos que esperar até o verão passar para começar a receber a abóbora “nova”. A conversa acabou com o tema de pevides de abóbora, já que também andava a procura destas para tostar e pôr numa salada de cous-cous. A senhora, que vem originalmente duma peqena aldeia mas que vive em Lisboa há varias décadas, passou a me ensinar como se faziam as pevides na sua terra. Era questão de retirar as pevides do interior da abóbora, lavar e retirar a polpa primeiro e deixar secar em papel de jornal durante 3 dias. Quando secos, na aldeia tanto crianças como adultos comiam as pevides retirando primeira a casca branca de fora entre os dentes.
Quanto ao valor nutritivo, vou-lhes confessar que mais uma vez foi a senhora dona da loja que me ensinou que as pevides de abóbora fazem muito bem ao cérebro da mulher (até ficamos mais inteligentes!) e que beneficiam a próstata do homem! Lembrei-me dum artigo numa revista da África do Sul, no qual se falava sobre frutos secos, e como não, além de confirmar o alto valor de proteína, ferro, zinco, e fósforo desta deliciosa semente, a revista também fazia referencia ao facto de se “saber” que a pevide fosse fonte de potencia masculina.
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